Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Up!


Faz rir, faz chorar... Desce bem com pipoca, coca-cola e uma boa companhia.

Sábado, Novembro 14, 2009

Com a vida na mala...

Dois meses e meio na terra do tio Sam, cinco Estados percorridos, Mississipi atravessado 6 vezes, 2 vezes o Missouri, uma extensa ( e intensa) lista de atividades a cumprir e nenhum tempo pra curtir a casa nova... A última visita ao lar foi há quase um mês e durou 17 horas. Só o tempo de por mais roupa na mala e seguir viagem. Imagens novas, pessoas novas, línguagem nova, novas aventuras, novo estilo de vida, novas experiências de vida, de cores e sabores ... Mas aí, pra que o tempo passe e voe e tudo continue numa boa, vale ter uma boa dose de organização e planejamento (com as malas) e esses são itens em falta no meu vocabulário. Daí que o que a gente não quis aprender com doces conselhos de mãe e de pessoas mais avisadas, desce amargo com as cabeçadas que a vida te dá. Algumas lições aprendidas a partir de observações da vida real (a minha):
Malas grandes e carros pequenos não combinam...
Malas pequenas também podem representar excesso de bagagem, principalmente se estão vazias, só ocupando espaço já em falta.
Mesmo fazendo muita força, duas malas não podem ocupar o mesmo espaço. Isso você geralmente aprende na 5ª série.
A bagagem não se resume a roupas. Há itens essenciais a serem postos na lista, entre eles, escova de dentes e secador de cabelos.
Secador não é uma frivolidade quando vc corre o risco de congelar o crânio.
Mesmo que esteja fazendo um frio de lascar você não precisa de 10 casacos pra uma viagem de uma semana.
O frio de lascar é sempre um risco ainda que o sol brilhe lá fora dizendo pra você que tá calor. Então, PONHA AS LUVAS NO PORTA-LUVAS que é lugar certo, seguro e fácil de achar.
Pra ser útil, a lista de atividades ( e de itens de bagagem) que vc num esforço surpreendente conseguiu elaborar, não pode ir parar na lista de itens perdidos.

Cachoeiras na Pensilvânia

Daí a gente foi parar na Pensilvânia e assim meio sem querer achamos um complexo de quedas d’água de tirar o fôlego só de olhar. Os tons contagiantes do outono misturados ao fascínio da água caindo sem parar formam uma obra de arte sonora e colorida. Difícil não ficar de boca aberta. Depois da decepção em Ohio, essa foi a melhor surpresa e a maior recompensa. Cachoeiras de todos os tipos e tamanhos...


Essa aí é a maior de todas, com cerca de 30 metros de queda. As outras, menores, são conhecidas como damas de honra, então essa deve ser a noiva. Valeu a pena andar mais um pouco, subir e descer escadas em madeira cravadas em rochedos só pra ver essa maravilha. E o passeio não terminou por aí...




Daí que todo mundo por aqui diz que essa parte da Pensilvânia é o lugar ideal pra fotografar ursos em vida selvagem. O problema é que, no outono, eles viram máquinas de comer por conta do tempo de hibernação no inverno, e eles comem qualquer coisa ou qualquer um que vêem pela frente. Em nome da curiosidade jornalística que ainda me resta, decidi que valeria a pena correr o risco por uma boa foto... E depois de algumas horas de passeio, o único urso disposto a aparecer e a posar pra mim foi esse aí... mansinho, mansinho... Quem sabe na próxima visita à Pensilvânia...


Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Cachoeiras em Ohio


Sul de Ohio, o cenário parece coisa de filme de aventura em plena selva. Cavernas e formas curiosas esculpidas nas rochas em anos de vento, chuva e outras ações da natureza, nem sempre “naturais”. Como explicar pedaços imensos de pedra que parecem ter sido colocados de cabeça pra baixo? Ou os recortes gigantescos de solo e rocha que se pudessem ser colocados lado a lado encaixariam como num quebra-cabeças? Esse mosaico de formas curiosas tem hoje uma infinidade de trilhas para a alegria de aventureiros e decididos pela boa forma.




No sobe e desce cheio de obstáculos turistas perdem o fôlego e alguns quilinhos, mas ganham grátis shows estrelados por esquilos, veados e outros animais silvestres que aparecem pelo caminho aqui e ali. Conhecida como a caverna do homem velho (Old´s Man Cave), a caverna abaixo é, provavelmente, a maior de todas as cavernas do complexo formado por cinco parques. Nela um ermitão decidiu passar seus ultimos anos em compania de dois cães de estimação. Provavelmente ele não teve muito com o que se estressar e deve ter vivido muitos e muitos anos, daí o nome.



Na foto abaixo você confere a "banheira do diabo" ou coisa parecida. O material rochoso de que é formada é tão duro que não há água que amoleça pelos lados, daí a água corre para onde é mais fácil, pra baixo, e a banheira é tão funda, que segundo a lenda por aqui, chega ao centro da terra. Crendices à parte, o banho nessa banheira é mortal por dois motivos: o frio de lascar e a quase impossibilidade de escalar as paredes lisas da rocha.








Outro ponto pitoresco do complexo é a casa de pedra (rock house), que ganhou este nome advinha por que? A gigantesca formação rochosa parece mesmo uma casa, cheia de colunas, com aberturas que imitam portas e janelas... Entrar é facil, mas é preciso ter cuidado ao escolher a melhor saída. Algumas aberturas são queda livre de mais de 20 metros de altura. Pertinho da casa de pedra, há uma outra rocha de nome pitoresco: “gorda esmagada”. Provavelmente se alguém mais carnudo tentar passar por lá não vai conseguir. Mas a nossa maior motivação para um passeio como esse foram as famosas cachoeiras do lugar que de tão famosas tiram férias no outono pra aliviar o estresse das outras estações. Na maioria delas, nem gota caindo... É que nessa época do ano chove quase nunca e os riachos secam. Daqui a pouco começa a chover de novo e daí vem a neve e o frio congelante e as cachoeiras viram estátuas de gelo. Depois de um dia de caminhada, torça para não se perder, pior do que sair da trilha é descobrir outra mais longa de volta pra casa.


Igrejas batistas americanas

Comunidades que variam em música, estilo e número. Não muito diferente do Brasil. Representantes da terceira idade são maioria em igrejas mais tradicionais, com (boa) música e mensagens mais para a razão do que para a emoção. Por outro lado, tão rápido e contagiante quanto no Brasil, cresce o movimento contemporâneo em igrejas mais jovens, nascidas em ginásios e lideradas por jovens entusiastas, cujas mensagens emotivas e pulsantes sincronizam com o tom mais ritmado do repertório musical. Mais do que estilos musicais e oratória diferentes, esses dois grupos e uma infinidade de meio termos (geralmente tradicionais tentando se “modernizar”) diferem em credo e comportamento. Roupas e rituais também contrastam de maneira drástica. A sinceridade dos emotivos merece respeito, a fidelidade dos tradicionais também. Acredito que o culto a Deus pode e deve ser racional e emocional. Um aspecto complementa o outro em seres dotados de intelecto, emoção e vontade. E esse terceiro aspecto é, talvez, o mais importante. É preciso ter vontade para decidir obedecer, mesmo contra a (minha) razão ou emoção. Vontade para anular a própria vontade em favor da vontade divina, crendo que esta é boa, agradável e perfeita. Que seja feita a Vossa vontade tanto nas igrejas quanto no céu.

Quinta-feira, Outubro 15, 2009

A cor da estação

Para um outono mais colorido, toneladas de de gigantescas abóboras laranja-estou-aqui.


Símbolo máximo da festa Halloween sabe-se lá cargas dágua por quê.




O motivo é fútil, a companhia de decoração nem sempre agradável...



...mas elas ajudam a dar um tom a mais na aquarela que se forma nessa estação...
A grande maioria dos americanos só as usa pra enfeite, mas há quem aposte em deliciosas guloseimas com este nada discreto vegetal. Bolos, pães, tortas,... essas coisas que se administradas em doses homeopáticas podem fazer muito bem ao corpo, à alma e ao humor.





O balão e o menino




No Colorado, um menino de 6 anos pegou carona num balão experimental e desapareceu... Segundo o irmão mais velho (7 ou 8 anos), o menino entrou na cesta e de alguma forma fez o balão funcionar... Traquinagem infantil ou irresponsabilidade dos pais não é o que se questiona no momento... Todos querem saber é onde o menino foi parar. O balão foi encontrado duas horas após a decolagem em um campo a quilômetros de distância da casa, mas nem sinal da criança...

Domingo, Outubro 11, 2009

As cores do outono


Pra quem tá acostumado a ver verde o ano todo e separar as estações pela quantidade de chuva que cai e pelo tanto de praias que aparece quando não chove, as cores do outono se mostram fascinantes!


Laranja, rosa, dourado, marrom, pink cheguei, amarelo fosforecente, vermelho vivo e, mais impressionante, verde! Uma salada de folhas muito bem arranjada que em breve deve ser desfeita... As folhas mudam de cor e de lugar muito rápido. Um dia estão no alto, outro dia tão caindo...

A grande maioria das árvores deve ficar completamente desnuda antes que os primeiros flocos de neve caiam... Neve! Esse vai ser meu primeiro inverno gelado e coberto de neve. Daí vai ser tudo branco e gelado...Só de pensar me dá um frio na barriga. Deixa meu primeiro inverno no futuro. Meu primeiro outono é colorido, divertido e não tão frio.



Aprendendo a dirigir...

Drummond Island foi meu ponto de partida para diferentes pilotagens. Aprendi a pilotar fogão elétrico, por exemplo, mas por alguma razão, não foi tão emocionante quanto pegar a estrada a 30 por hora...

30 milhas... O que traduzindo em quilômetros também não é lá grande coisa... Mas para a motorista de primeira arrancada aqui foi o que os americanos costumam apelidar de “something!”. Deve ser excesso de preguiça ou carência de vocabulário, do mesmo jeito que a gente faz com o Português, o que não vem ao caso porque este post é pra falar de carro...

E o carro tava inteiro e sem arranhões depois da primeira tentativa! Um grande arranque pra aspirante! That was something! O bicho da goiaba! Já a segunda...os americanos aqui diriam que foi “something”...Eu tinha que esquecer justamente a chave no carro...parece que eu vou melhor de carona...

Sexta-feira, Outubro 09, 2009

Os veados...

São bichinhos delicados mas resistentes às drásticas mudanças de tempo. Dos poucos que não hibernam durante o inverno (eu sinceramente acho que estou entre os que hibernam).



Podem ser vistos facilmente nas estradas, nos quintais e nos muitos parques e reservas que, por enquanto, continuam sendo um point para quem quer perder peso ou ler um livro sossegado. Por enquanto porque, em breve, vai estar tão frio por aqui que só mesmo sendo veado ou suicida pra continuar passeando por aquelas áreas...





Simpáticos porém perigosos, representam um grave risco porque não são treinados para obedecer a sinais de trânsito. Atravessam as estradas aos bandos, geralmente fêmeas e filhotes.


Eles são tão abundantes em Michingan que são símbolo estadual. Estão por toda a parte, inclusive no brasão do Estado. Esse aí foi fotografado da nossa janela.





Interessante é que machos dessa espécie não são maioria, muito raro ver um, que é prontamente reconhecido pelo belo par de chifres.





Sábado, Outubro 03, 2009

Um passeio por Drummond Island

Com pouco mais de 12 mil habitantes e muitas belezas naturais, esse é o lugar ideal pra quem tá a fim de clima frio, beleza e tranquilidade...


Drummond foi meu primeiro passeio prolongado nos Estados Unidos... A ilha que já foi britânica recebeu esse nome de um coronel inglês que ajudou a proteger o paraíso dos invasores americanos por certo tempo...



Foi o último forte britânico nas Américas até 1828, quando passou a pertencer oficialmente aos Estados Unidos. Fica no extremo norte de Michingan bem na divisa com o Canadá.

Também é o melhor lugar pra aprender a dirigir porque as estradas são assim... desertas e em excelentes condições! Parecem um imenso tapete escuro... O único problema são os veados, mas esta é uma outra história...