A cor da estação

Para um outono mais colorido, toneladas de de gigantescas abóboras laranja-estou-aqui.


Símbolo máximo da festa Halloween sabe-se lá cargas dágua por quê.




O motivo é fútil, a companhia de decoração nem sempre agradável...



...mas elas ajudam a dar um tom a mais na aquarela que se forma nessa estação...
A grande maioria dos americanos só as usa pra enfeite, mas há quem aposte em deliciosas guloseimas com este nada discreto vegetal. Bolos, pães, tortas,... essas coisas que se administradas em doses homeopáticas podem fazer muito bem ao corpo, à alma e ao humor.





As cores do outono


Pra quem tá acostumado a ver verde o ano todo e separar as estações pela quantidade de chuva que cai e pelo tanto de praias que aparece quando não chove, as cores do outono se mostram fascinantes!


Laranja, rosa, dourado, marrom, pink cheguei, amarelo fosforecente, vermelho vivo e, mais impressionante, verde! Uma salada de folhas muito bem arranjada que em breve deve ser desfeita... As folhas mudam de cor e de lugar muito rápido. Um dia estão no alto, outro dia tão caindo...

A grande maioria das árvores deve ficar completamente desnuda antes que os primeiros flocos de neve caiam... Neve! Esse vai ser meu primeiro inverno gelado e coberto de neve. Daí vai ser tudo branco e gelado...Só de pensar me dá um frio na barriga. Deixa meu primeiro inverno no futuro. Meu primeiro outono é colorido, divertido e não tão frio.



Aprendendo a dirigir...

Drummond Island foi meu ponto de partida para diferentes pilotagens. Aprendi a pilotar fogão elétrico, por exemplo, mas por alguma razão, não foi tão emocionante quanto pegar a estrada a 30 por hora...

30 milhas... O que traduzindo em quilômetros também não é lá grande coisa... Mas para a motorista de primeira arrancada aqui foi o que os americanos costumam apelidar de “something!”. Deve ser excesso de preguiça ou carência de vocabulário, do mesmo jeito que a gente faz com o Português, o que não vem ao caso porque este post é pra falar de carro...

E o carro tava inteiro e sem arranhões depois da primeira tentativa! Um grande arranque pra aspirante! That was something! O bicho da goiaba! Já a segunda...os americanos aqui diriam que foi “something”...Eu tinha que esquecer justamente a chave no carro...parece que eu vou melhor de carona...

Os veados...

São bichinhos delicados mas resistentes às drásticas mudanças de tempo. Dos poucos que não hibernam durante o inverno (eu sinceramente acho que estou entre os que hibernam).



Podem ser vistos facilmente nas estradas, nos quintais e nos muitos parques e reservas que, por enquanto, continuam sendo um point para quem quer perder peso ou ler um livro sossegado. Por enquanto porque, em breve, vai estar tão frio por aqui que só mesmo sendo veado ou suicida pra continuar passeando por aquelas áreas...





Simpáticos porém perigosos, representam um grave risco porque não são treinados para obedecer a sinais de trânsito. Atravessam as estradas aos bandos, geralmente fêmeas e filhotes.


Eles são tão abundantes em Michingan que são símbolo estadual. Estão por toda a parte, inclusive no brasão do Estado. Esse aí foi fotografado da nossa janela.





Interessante é que machos dessa espécie não são maioria, muito raro ver um, que é prontamente reconhecido pelo belo par de chifres.





Um passeio por Drummond Island

Com pouco mais de 12 mil habitantes e muitas belezas naturais, esse é o lugar ideal pra quem tá a fim de clima frio, beleza e tranquilidade...


Drummond foi meu primeiro passeio prolongado nos Estados Unidos... A ilha que já foi britânica recebeu esse nome de um coronel inglês que ajudou a proteger o paraíso dos invasores americanos por certo tempo...



Foi o último forte britânico nas Américas até 1828, quando passou a pertencer oficialmente aos Estados Unidos. Fica no extremo norte de Michingan bem na divisa com o Canadá.

Também é o melhor lugar pra aprender a dirigir porque as estradas são assim... desertas e em excelentes condições! Parecem um imenso tapete escuro... O único problema são os veados, mas esta é uma outra história...

Alguém tinha que sair vencendo...
















Resumo do dia...



Ele estava lá... preocupado.





Ele também.... confiante





Ele também.... ansioso.


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O RIO DE JANEIRO CONTINUA LIIIIINDO!

E emocionante....



E se Deus quiser e o mundo não acabar... em 2016 eu já estou lá!


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Feliz Aniversário

Esse show aí a gente viu perto de Saginaw, a caminho de alguma outra cidade que não lembro... Mais de 30 big balões no ar... Incluindo o ursinho com cara de sono... Meu marido jura que foi por causa do aniversário dele...










Meu zoológico particular...

Patos selvagens ou coisa assim... Pelo menos não têm dono... Ou se têm, nunca estão perto deles, porque aparecem de vez em quando aos bandos por essas bandas de cá...


Esquilos!!!! Eles não são uma gracinha ? O de cima tá procurando comida... O de baixo tá enterrando a comida pra depois... O problema é que eles são que nem eu... esquecem por onde deixam as coisas e aí nasce uma nova árvore!



O bichinho abaixo eu desconheço por completo... provavelmente um parente dos simpáticos esquilos... talvez um castor... (dá um desconto, não sou zoóloga)... aparece sempre no meu quintal... ariiiiisco que só ele... mas finalmente consegui uma foto! E a propósito, se alguém souber a identidade do sujeito favor diminuir a minha ignorância e compartilhar a informação.


Internacional


Parece mais um igarapé no meio da Amazônia, mas não é... Esse projeto de rio passa pelo meu novo quintal em Flint, Michingan e, provavelmente em Dezembro vai estar congelado... Mas por enquanto tem tanto verde que eu me sinto na floresta... não totalmente verde agora porque as árvores estão mudando de cor...Tons de vermelho, de laranja, de amarelo,marrom...Outono! Também não é muito difícil a gente ver animais silvestres... esquilos, coelhos selvagens, veados (os bichinhos da natureza) e até cobra... Quem diria... vim da Amazônia pra ver cobra por essas bandas da América... É isso... Em breve mais detalhes sobre a minha mais nova e internacional etapa de vida.

Frio, muito frio em Curitiba....

Mas eu gosto de frio... na verdade eu gosto mais de uma lareira acesa 'a tardinha.... Que delícia... Ontem a sensação de frio aqui era de 10 abaixo de zero... Eu estava bem agasalhada, pelo menos... Preciso de uma foto de lareira urgente... resolvo isso em poucos dias.... Por enquanto deixem-me postar algumas imagens interessantes da cidade... em dias um pouco mais amenos....

Lembranças das viagens


"Ide por todo o mundo e tirai muitas fotos"... O versículo é apócrifo, mas é um dos mais praticados por missionários e viageiros de plantão. Das viagens ficam as boas lembranças e as imagens que ajudam a refrescar a memória. Essa aí é em frente 'a catedral de Brasília, uma das muitas engenhosidade de Oscar Niemeyer presentes na capita brasileira. A propósito, se tudo der certo e Deus permitir, muitas fotos serão tiradas no meio do ano na Argentina....

Verão com cara de inverno...


Esse aí é um dos recitais particulares que a gente decide fazer de vez em quando... Notaram o detalhe das pantufas? Não combinam com nada, mas são tão confortáveis, ainda mais neste verão com cara de inverno que está fazendo por aqui...
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Coisas de cidade grande

Em Santarém, quando alguém quer se matar procura um terreno baldio e uma corda... Aqui em Curitiba, os suicidas em potencial ou os aparecildos de plantão procuram um prédio bem alto. Essa aí, coitada, parece que tinha sido abandonada por um namorado, perdeu a razão de viver e o juízo e acabou dando muito trabalho para os bombeiros. A gente viu a movimentação toda e quando chegamos perto tinha um grupo animado gritando: Pula, pula! Povo quer ver espetáculo, não importa se é tragédia ou comédia... Eu prefiro fazer da tragédia uma comédia. Rir pode até não ser o melhor remédio, mas não deixa de ser um ótimo remédio... A propósito, a menina acabou não pulando, para decepção da platéia.

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De Brasília a Curitiba

Lotado, não, apertado, apertadíssimo. Penúltima cadeira da última fileira do avião. Do lado direito uma senhora cheia de sacolas. Do lado esquerdo um senhor cheio de barriga. E lá estava eu sem poder mexer os braços outra vez. A senhora da direita não para de se mexer. O senhor da esquerda não para de fungar como se tivesse algo entalado no nariz. Pior foi quando ele começou a fazer aquele barulhinho irritante da língua nos dentes, querendo tirar o resto do almoço ou do jantar que ficou preso em algum canto. À minha frente, um bebezinho começa a chorar. O vôo está atrasado uns 30 minutos e nem todos os passageiros estão acomodados ainda. Lembro de tentar pegar um livro da bolsa. Não dá. A bolsa está presa com outras bagagens em cima. A senhora da direita aquieta. Puxa um livro de uma das sacolas. Invejo. O senhor da esquerda continua fungando e fazendo o barulho da língua nos dentes ou vice-versa. Passam-se  alguns minutos que parecem uma eternidade. Se eu puxar conversa com este senhor, talvez ele pare de fazer o barulho- penso. Mas aí vou incomodar a senhora da direita. E quem se preocupa com o meu incômodo? Pondero. Viro pro lado e tento ler o livro dela. Duke e Paul estão conversando. Tem alguma coisa que custa 20 dólares... Que raio de livro é esse? Tem a capa azul... Um dos dois diz : Fica frio, cara.... Ela vira a capa do livro e consigo ver o título: O Guardião de Memórias. Que interessante. Por uns instantes mágicos eu esqueço que aquele senhor está ao meu lado fungando e fazendo aquele ba-ru-lho. Um outro barulho familiar é ouvido, acompanhado da frase mecânica: - "Tripulação preparar para a decolagem". O comissário informa que a viagem é de aproximadamente uma hora e trinta e cinco minutos. Tenho vontade de me jogar pela janela e nem estou perto de uma. Tento calcular mentalmente essa eternidade em segundos. Cinco mil e setessentos, talvez...Mais pra 8 mil e alguma coisa. A cabeça começa a doer.  O senhor da esquerda começa a tossir. Minha irritação se transforma em dó. Um acesso de compaixão tão profundo que eu tenho vontade de chorar. A criança da frente chora baixinho. E de repente os barulhos ficam distantes, distantes... Acordo em Curitiba, com o aviso da comissária para não esquecer pertences a bordo.

Resultado

Pra começo de conversa, fazia um tempão que eu não abria uma lata de leite condensado. Não sei como é que esse negócio ficou engatado na lata. Deu o maior trabalhão pra sair.
Taí. Pra ninguém dizer que foi um desastre total. O creme até ficou bonitinho. Quanto ao gosto eu ainda não posso dizer nada. Saí sem experimentar. Atrasada para mais um vôo, pra variar.


Tentativa


Lembram dos cupuaçus? Minha amiga brasiliense Viviane não conhecia pessoalmente a fruta. E lá fomos nós para a cozinha. Ambas um desastre. Mas foi divertido tentar fazer disso aí um creme de cupuaçu... A experiência virou festa e cozinha, uma bagunça.

De Santarém a Brasília

O retorno deveria ser mais calmo. E foi. Ao menos uma parte do trajeto. Fiz minhas malas no domingo 'a noite depois de mais um passeio pela orla. No aeroporto meu irmãozinho insistia em brincar com o carrinho de bagagens. Despedidas. Choro. Riso. Um último telefonema. Calmaria. O avião estava agradavelmente espaçoso, quase exclusivo e eu pude ocupar 3 poltronas! Ver Santarém de cima é sempre um espetáculo que me causa boas impressões. Em Belém, tempo bom, poucas nuvens. Depois muda. Aí vem a chuva da tarde... Um passeio pela cidade tumultuada e de trânsito louco. Entrevistas para o livro. Descanso num quarto escuro. A terça-feira começa 'as 9 da manhã. Banho e café. As histórias engraçadas da Mary. As gatas espaçosas da Mary. Passeio por uma rua desconhecida. Chego a uma feirinha de produtos regionais. Começa a gingana de procura por presentes. Polpa de cupuaçu, doces, compotas. Nada. Belém, de repente, me parece sem sabor paraense. O jeito é levar in natura. Dois cupuaçus gigantes que vão me acabar com as costas até Brasília. Mais alguns trequinhos regionais e está pronta a bagagem. Tudo certinho a tempo de aproveitar o almoço caprichado da Vera, filha da Mary. Agora é aguardar o próximo voo. Não antes de ser esquecida pelo motorista e ter de pegar um outro carro 'as pressas. Deu tempo. Tudo se encaminha para um desfecho feliz. De Belém a Brasília são mais 2 horas e alguns minutos. Vou de janelinha, com o espaço conveniente de uma poltrona para o outro passageiro. Aí vem o tédio. A revista já foi lida de trás pra frente, o lanchinho do avião já passou... O jeito é puxar assunto e ter cara de sandália pra pedir uma folha de jornal ao passageiro mais próximo. Ele é gentil. Deixa os jornais e revistas na poltrona vaga de maneira a ser compartilhado por nós dois. Oficial da marinha mercante, cheio de saudades de casa; a namorada também chama Val, de Valéria. E lá vou eu para mais uma aventura de uma noite e um dia.

De Curitiba a Santarém


Voe Gol, voe enlatado e sinta-se uma sardinha. Foi assim meu retorno a Santarém. É que as passagens promocionais aliadas 'as festas de fim de ano fizeram com que aqueles 737-800 ficassem com jeito de ônibus interurbano em via estadual. De Curitiba a Brasília viajei ao lado de dois engravatados que iam 'a capital brasileira a negócios. E como eu também sei ser política, fizemos um acordo de boa convivência durante aquelas horas intermináveis. Quando eu colocava os braços no descanso da poltrona os dois, gentilmente, retiravam os seus. Depois era a minha vez de ficar encolhida sobre a poltrona para que os cavalheiros tivessem o seu tempo reservado. Nenhum papel precisou ser assinado. Foi algo intuído no plano do conteúdo. Mas dois pestinhas posicionados nas poltronas da frente não tinham o mesmo espírito conciliatório. A Marta (até hoje eu lembro o nome - traumas são bons para a memória) devia ter uns 6 ou 7 anos de energia pura e acionada. O irmão mais velho uns dois anos era menos irrequieto. Mas ambos decidiram fazer dos assentos cama elástica e pulavam, pulavam até que o pai decidisse intervir. Primeiro era: - Filho, senta. E ele sentava. Depois: _ Filha... - e nada. Outra vez: _ Filhinha, comporte-se. Nem sinal de ter sido compreendido. Mais uma: Marta... Marta... MARTA, SENTA. E nada... a menina era um furacão em atividade. Uma hora ela virou pra mim e deu um sorriso maroto. Eu olhei pra ela com ar de reprovação. Ela me mostrou uma grande e vermelha língua. Eu tive que sorrir. Para ajudar a Marta tinha um bebezinho oriental que só calava quando o pai levantava e caminhava com ele pelo corredor, de uma ponta a outra... Foram as duas horas mais longas da minha vida. Daí veio o descanso e o turismo rápido em Brasília. Falo sobre isso depois. Então veio a parte dois da viagem. De Brasília a Belém são pouco mais de duas horas sem escalas e dessa vez eu fui no corredor. O personagem mais pitoresco foi uma senhora grande, bem grande, com uma quantidade imensa de sacolas maiores do que ela... Foi engraçado ver como se acomodava na poltrona e dava aqui e ali um risinho nervoso. A viagem foi tranquila, apesar do aperto. E daí eu fui promovida ao nível 3 de provação em vôos lotados. Depois de enfrentar quase 10 horas de espera no aeroporto de Belém, o encontro com meus novos algozes. Uma bebê linda e indisciplinada de 1 ano e 8 meses e a irmãzinha de 2 e meio com o dobro de disposição para a tortura. Não deixou de ser engraçado ver como a molequinha colocou no bolso 3 aeromoças e 1 comissário de bordo pra permitir que lhe atracassem um cinto. A menina conseguiu se colocar embaixo das poltronas! Atrasou o vôo em mais 15 minutos por conta disso. Eu já havia entregado os pontos. Mais uma hora ou duas estaria em casa, finalmente.