Vem dormir todas as noites na varanda de casa e nem se mexe quando a gente passa perto. Tá todo familiarizado como se a casa fosse dele. O problema é que também pensa que a varanda é banheiro... Ainda assim, uma gracinha, né?
Fotos Ken Rathbun e Wal Nascimento
Uma prenda extra pra quem vem a Dunrobin é a
exposição de aves de rapina. Durante séculos esses pássaros tem sido aliados caçadores da aristocracia escocesa.
Há uma
demonstração de treinamento duas vezes ao dia. Falcões, águias, e corujas viram
estrelas do show e mostram o porquê da fama de exímios caçadores. As aves
parecem muito à vontade com o treinador. É um barato assistir.
Essa aqui decidiu usar o turista como poleiro. Ah se não fosse a proteção daquele bonezinho.
Batendo aquele papo com o treinador e prometendo ser uma boa menina da próxima vez... :)

Minha favorita é essa corujinha ao lado cujo nome técnico eu não faço idéia. Por ser uma ave noturna, ela não vê muito bem, mas tem um ouvido... Muito engraçado quando ela procura pelo treinador escondido no meio da platéia. Vira a cabeça de um lado pra outro toda irrequieta...
Ao ouvir a voz do mestre, a bichinha vai cega e certeira atrás dele.
O Super Bowl é a grande final do futebol americano. Reconhecidamente o evento mais transmitido e assistido nos Estados Unidos. Tão esperado que merece até título de feriado e comidas típicas. É um festival de tira gostos, sanduíches, salgadinhos, batata frita, biscoitos... Em consumo, a data só perde para o dia de ação de graças. Famílias inteiras se reúnem e se banqueteiam em frente à tela. Ricos e privilegiados vão ao estádio (pagando uma bagatela que vai de 2 a 4 mil dólares por um ingresso!). Mas quem dá show mesmo são os comerciais. Com tanta gente assistindo , não faltam empresas dispostas a pagar um alto preço para divulgar seus produtos. 30 segundos na tela podem custar mais de um milhão de dólares. E os comerciais, diga-se, brilham tanto ou mais que os gladiadores em campo. Companhias não economizam em recursos, tecnologia e extravagância pra chamar a atenção. Há quem assista ao Super Bowl só por causa deles. Modéstia à parte, penso que muitas dessas superproduções perderiam de dez a zero para comerciais brasileiros de Os Melhores do Ano. Lembra da Parmalat? A empresa pode ter falido (faliu mesmo?), mas os comerciais ficaram pra história. E como no Brasil, animais e nenens são os melhores garotos propaganda de hoje e sempre. Publicitários espertos sabem se valer desses curingas que parecem hipnotizar o público, esbanjando charme e simpatia. Um exemplo é o comercial abaixo, estrelado por um cãozinho cheio de atitude.

O modelo da foto acima (tirada no parque das Aves) me faz lembrar de um outro bicudo que conheci anos atrás no Centro de Animais Silvestres em Santarém. Lá fui apresentada a criaturas ilustres,
raras, em perigo de extinção, ou em momento de descoberta, e que me renderam boas
gargalhadas e reportagens interessantes. A memória mais extraordinária, no
entanto, me vem de um papagaio ordinário, de comportamento estranho. Numa das
imensas gaiolas do centro, ele era só mais um, camuflado no meio de outras
dezenas de bicudos da mesma espécie; traiçoeiro que nem ele só. Tratadores e
biólogo bem que tentaram me prevenir quanto ao caráter enganoso do empenado.
Eu, entre incredulidade e senso de preservação própria, decidi esperar antes de
arriscar. A gaiola se abre, entra o biólogo e nada acontece. Entra um dos
tratadores e tudo é uma calma só. Entra o repórter cinematográfico e os anfitrões
nem barulho fazem. Imagino um texto
rápido e uma passagem cheia de atitude dentro daquela gaiola. Não resisto a
tentação e aí, chega a hora da estrela. Mal ponho um pé na gaiola e o Zé
carioca do avesso é todo garras e bico no meu couro cabeludo. O cinegrafista em
vez de ajudar, continua filmando, filmando, sem noção do terror que
literalmente se afinca na minha cabeça. O indivíduo ainda se arrisca a me
sugerir que a matéria ia ficar show se a passagem fosse feita com o papagaio
ali mesmo. É nessas horas que a gente
conhece os amigos. O biólogo, mais humano, faz algumas tentativas de desatracar
o bicho que insiste em perfurar o meu
crânio. O tratador me olha com cara de “eu bem que avisei.” Depois de momentos
que me pareceram eternos, o bicho finalmente desiste de me assassinar em público e
vai parar no braço do biólogo. Calminho, calminho, nem parecia o espetáculo de
horrores de segundos atrás. O tratador não resiste: “Falei que o bicho num gostava de mulher.”
No canto
dos flamingos tem espelhos por toda a parte. Esta foi a forma encontrada pelos
biólogos para iludir as aves. Não é que os bichos adorem ver a própria imagem
refletida, é que eles se sentem mais protegidos vendo outros indivíduos por perto. Acostumados
a andar em bandos de milhares na natureza, os flamingos entrariam em pânico se percebessem
que o grupo se reduz a pouco mais de uma dúzia. Em posições estratégicas, os
espelhos multiplicam as imagens, produzindo a ilusão ótica necessária.



Do lado verde e amarelo, um espetáculo multicolorido chama a atenção. Quem vem às Cataratas vem também ao Parque das aves, que não é só parque, nem é só de aves. Tem jacaré, tem jabuti, tem cobra, tem até aranha caranguejeira querendo dar boas vindas aos visitantes. Uma, de tão animada, literalmente se jogou nos braços da turista francesa que passava ao lado. Pelo tom de voz da francesa, penso que a caranguejeira foi mal interpretada. Verdade é, no entanto, que as aves são esmagadora maioria. Tucanos, flamingos, emas e muitos outros de aparência e de nome exóticos, figuram entre os mais populares. Entre os mais populosos estão os papagaios e as araras. Os primos lideram a festa em número e decibéis. São os maiores barraqueiros do pedaço. Parecem estar sempre na feira vendendo, brigando, chamando a atenção. No meio do caos, um papagaiozinho bem brasileiro ganha notoriedade pelo inusitado comportamento. Calmo e dócil, ele se deixa afagar à vontade. Num instante e já tem fila de turista querendo tocar o bichinho. Parece treinado. Provavelmente foi. A maior parte deles foi resgatada do tráfico ilegal de animais silvestres. Muitos chegam em estado precário devido aos maus tratos. No parque, se não recuperam a liberdade, pelo menos recuperam a saúde e vivem em gaiolas bem maiores.
O papagaio mais estrela do parque

São bichinhos delicados mas resistentes às drásticas mudanças de tempo. Dos poucos que não hibernam durante o inverno (eu sinceramente acho que estou entre os que hibernam).

Podem ser vistos facilmente nas estradas, nos quintais e nos muitos parques e reservas que, por enquanto, continuam sendo um point para quem quer perder peso ou ler um livro sossegado. Por enquanto porque, em breve, vai estar tão frio por aqui que só mesmo sendo veado ou suicida pra continuar passeando por aquelas áreas...

Simpáticos porém perigosos, representam um grave risco porque não são treinados para obedecer a sinais de trânsito. Atravessam as estradas aos bandos, geralmente fêmeas e filhotes.

Eles são tão abundantes em Michingan que são símbolo estadual. Estão por toda a parte, inclusive no brasão do Estado. Esse aí foi fotografado da nossa janela.

Interessante é que machos dessa espécie não são maioria, muito raro ver um, que é prontamente reconhecido pelo belo par de chifres.

Patos selvagens ou coisa assim... Pelo menos não têm dono... Ou se têm, nunca estão perto deles, porque aparecem de vez em quando aos bandos por essas bandas de cá...

Esquilos!!!! Eles não são uma gracinha ? O de cima tá procurando comida... O de baixo tá enterrando a comida pra depois... O problema é que eles são que nem eu... esquecem por onde deixam as coisas e aí nasce uma nova árvore!
O bichinho abaixo eu desconheço por completo... provavelmente um parente dos simpáticos esquilos... talvez um castor... (dá um desconto, não sou zoóloga)... aparece sempre no meu quintal... ariiiiisco que só ele... mas finalmente consegui uma foto! E a propósito, se alguém souber a identidade do sujeito favor diminuir a minha ignorância e compartilhar a informação.
É o que aconselham as autoridades de saúde animal de Viena depois de constarem um fenômeno curioso. 40 passarinhos encontrados mortos em Viena não foram vitimados pela gripe aviária, como se temia. Tiveram um acidente aéreo. Os coitadinhos se chocaram contra janelas, depois de se embebedarem ao comer frutas fermentadas. Os pássaros tinham fígados tão ruins que pareciam alcoólatras crônicos, disse Sonja Wehsely, porta-voz da autoridade de saúde animal de Viena. Nos Estados Unidos, houve uma cena muito parecida. Dezenas de pássaros, bêbados depois de comer frutas fermentadas, chocaram-se contra as janelas de um prédio de escritórios. O tempo quente e o grande suprimento de frutinhas nas árvores atraíram centenas de pássaros para o jardim interno do prédio de três andares. As aves começaram a se embebedar ao comer as frutas que haviam fermentado. Ficaram tão afetadas que algumas começaram a cair dos ramos, e outras voaram de encontro às paredes de vidro que cercam o jardim. Cerca de metade dos 100 pássaros que bateram nas janelas morreram. Os zeladores do prédio tentaram ajudar as aves, colocando fita adesiva opaca nas janelas e redes sobre os arbustos, para impedir o consumo das frutas, mas não deu certo. Viciados sempre dão um jeitinho de sustentar o vício ou de se acabar nele.
Passei um ano fora e por aqui até baleia deu o ar da graça. Pior pra coitada, que foi confundida com boto gigante e teve uma dura recepção. Quase foi assassinada sem conhecer a fama. mas sua hora de estrela chegou e a pobrezinha não suportou o assédio. Depois de muita luta para desencalhar, a bebê gigante só nadou mais alguns metros. Morreu na praia.
Deixem eu começar pelo dia em que superei meus próprios limites. Vocês sabem, sou quase uma atleta, Wal pra toda obra, energias me sobram.... No Arapiuns, uma de minhas primeiras lições foi a da "teoria da relatividade". Descobri da maneira mais dura que o "bem ali"do ribeirinho é um caminho quase interminável e o "meio longe" é o infinito impossível pra quem não faz parte desse mundo de terra e água chamado Amazônia.
Fomos até a comunidade de São Pedro, quase 8 horas de barco, somadas a mais 3, gastas num abrigo porque o Arapiuns estava bravo no dia em que partimos e aí a gente teve que ficar esperando o gigante acalmar. Não satisfeitos, nos propomos chegar até Piquiá, outra comunidade no meio da selva. Nada de barcos ou carros confortáveis, senhores! Mas não me queixo. Deram-me a possibilidade da escolha.
Podíamos seguir a pé ou de Toyota. Toyota é nome do boi super simpático que o pessoal de São Pedro colocou à nossa disposição. Preferimos não sobrecarregar o nosso amigo chifrudo e deixamos ele só levar o equipamento. Seguimos a pé, eu, o Amilton Torres, o grupo da Ceplac e mais uns comunitários. Ai, ai. Uma hora de caminhada e aí já não sentia mais nada. Duas horas andando... Quase 3! Bati meu próprio record. Completei 15 km de caminhada em menos de 3 horas! Até hoje não sinto direito minhas pernas e costas, mas estou orgulhosa de mim mesma. O retorno foi mais difícil, e dessa vez o Toyota não foi poupado. Olha ele aí....Lindão! Pra ele sobrou a pior parte, e ainda teve que atravessar o rio nadando depois...