Mas eu gosto de frio... na verdade eu gosto mais de uma lareira acesa 'a tardinha.... Que delícia... Ontem a sensação de frio aqui era de 10 abaixo de zero... Eu estava bem agasalhada, pelo menos... Preciso de uma foto de lareira urgente... resolvo isso em poucos dias.... Por enquanto deixem-me postar algumas imagens interessantes da cidade... em dias um pouco mais amenos....

"Ide por todo o mundo e tirai muitas fotos"... O versículo é apócrifo, mas é um dos mais praticados por missionários e viageiros de plantão. Das viagens ficam as boas lembranças e as imagens que ajudam a refrescar a memória. Essa aí é em frente 'a catedral de Brasília, uma das muitas engenhosidade de Oscar Niemeyer presentes na capita brasileira. A propósito, se tudo der certo e Deus permitir, muitas fotos serão tiradas no meio do ano na Argentina....

Esse aí é um dos recitais particulares que a gente decide fazer de vez em quando... Notaram o detalhe das pantufas? Não combinam com nada, mas são tão confortáveis, ainda mais neste verão com cara de inverno que está fazendo por aqui...

Em Santarém, quando alguém quer se matar procura um terreno baldio e uma corda... Aqui em Curitiba, os suicidas em potencial ou os aparecildos de plantão procuram um prédio bem alto. Essa aí, coitada, parece que tinha sido abandonada por um namorado, perdeu a razão de viver e o juízo e acabou dando muito trabalho para os bombeiros. A gente viu a movimentação toda e quando chegamos perto tinha um grupo animado gritando: Pula, pula! Povo quer ver espetáculo, não importa se é tragédia ou comédia... Eu prefiro fazer da tragédia uma comédia. Rir pode até não ser o melhor remédio, mas não deixa de ser um ótimo remédio... A propósito, a menina acabou não pulando, para decepção da platéia.
Lotado, não, apertado, apertadíssimo. Penúltima cadeira da última fileira do avião. Do lado direito uma senhora cheia de sacolas. Do lado esquerdo um senhor cheio de barriga. E lá estava eu sem poder mexer os braços outra vez. A senhora da direita não para de se mexer. O senhor da esquerda não para de fungar como se tivesse algo entalado no nariz. Pior foi quando ele começou a fazer aquele barulhinho irritante da língua nos dentes, querendo tirar o resto do almoço ou do jantar que ficou preso em algum canto. À minha frente, um bebezinho começa a chorar. O vôo está atrasado uns 30 minutos e nem todos os passageiros estão acomodados ainda. Lembro de tentar pegar um livro da bolsa. Não dá. A bolsa está presa com outras bagagens em cima. A senhora da direita aquieta. Puxa um livro de uma das sacolas. Invejo. O senhor da esquerda continua fungando e fazendo o barulho da língua nos dentes ou vice-versa. Passam-se alguns minutos que parecem uma eternidade. Se eu puxar conversa com este senhor, talvez ele pare de fazer o barulho- penso. Mas aí vou incomodar a senhora da direita. E quem se preocupa com o meu incômodo? Pondero. Viro pro lado e tento ler o livro dela. Duke e Paul estão conversando. Tem alguma coisa que custa 20 dólares... Que raio de livro é esse? Tem a capa azul... Um dos dois diz : Fica frio, cara.... Ela vira a capa do livro e consigo ver o título: O Guardião de Memórias. Que interessante. Por uns instantes mágicos eu esqueço que aquele senhor está ao meu lado fungando e fazendo aquele ba-ru-lho. Um outro barulho familiar é ouvido, acompanhado da frase mecânica: - "Tripulação preparar para a decolagem". O comissário informa que a viagem é de aproximadamente uma hora e trinta e cinco minutos. Tenho vontade de me jogar pela janela e nem estou perto de uma. Tento calcular mentalmente essa eternidade em segundos. Cinco mil e setessentos, talvez...Mais pra 8 mil e alguma coisa. A cabeça começa a doer. O senhor da esquerda começa a tossir. Minha irritação se transforma em dó. Um acesso de compaixão tão profundo que eu tenho vontade de chorar. A criança da frente chora baixinho. E de repente os barulhos ficam distantes, distantes... Acordo em Curitiba, com o aviso da comissária para não esquecer pertences a bordo.
Pra começo de conversa, fazia um tempão que eu não abria uma lata de leite condensado. Não sei como é que esse negócio ficou engatado na lata. Deu o maior trabalhão pra sair.
Taí. Pra ninguém dizer que foi um desastre total. O creme até ficou bonitinho. Quanto ao gosto eu ainda não posso dizer nada. Saí sem experimentar. Atrasada para mais um vôo, pra variar.
Lembram dos cupuaçus? Minha amiga brasiliense Viviane não conhecia pessoalmente a fruta. E lá fomos nós para a cozinha. Ambas um desastre. Mas foi divertido tentar fazer disso aí um creme de cupuaçu... A experiência virou festa e cozinha, uma bagunça.

O retorno deveria ser mais calmo. E foi. Ao menos uma parte do trajeto. Fiz minhas malas no domingo 'a noite depois de mais um passeio pela orla. No aeroporto meu irmãozinho insistia em brincar com o carrinho de bagagens. Despedidas. Choro. Riso. Um último telefonema. Calmaria. O avião estava agradavelmente espaçoso, quase exclusivo e eu pude ocupar 3 poltronas! Ver Santarém de cima é sempre um espetáculo que me causa boas impressões. Em Belém, tempo bom, poucas nuvens. Depois muda. Aí vem a chuva da tarde... Um passeio pela cidade tumultuada e de trânsito louco. Entrevistas para o livro. Descanso num quarto escuro. A terça-feira começa 'as 9 da manhã. Banho e café. As histórias engraçadas da Mary. As gatas espaçosas da Mary. Passeio por uma rua desconhecida. Chego a uma feirinha de produtos regionais. Começa a gingana de procura por presentes. Polpa de cupuaçu, doces, compotas. Nada. Belém, de repente, me parece sem sabor paraense. O jeito é levar in natura. Dois cupuaçus gigantes que vão me acabar com as costas até Brasília. Mais alguns trequinhos regionais e está pronta a bagagem. Tudo certinho a tempo de aproveitar o almoço caprichado da Vera, filha da Mary. Agora é aguardar o próximo voo. Não antes de ser esquecida pelo motorista e ter de pegar um outro carro 'as pressas. Deu tempo. Tudo se encaminha para um desfecho feliz. De Belém a Brasília são mais 2 horas e alguns minutos. Vou de janelinha, com o espaço conveniente de uma poltrona para o outro passageiro. Aí vem o tédio. A revista já foi lida de trás pra frente, o lanchinho do avião já passou... O jeito é puxar assunto e ter cara de sandália pra pedir uma folha de jornal ao passageiro mais próximo. Ele é gentil. Deixa os jornais e revistas na poltrona vaga de maneira a ser compartilhado por nós dois. Oficial da marinha mercante, cheio de saudades de casa; a namorada também chama Val, de Valéria. E lá vou eu para mais uma aventura de uma noite e um dia.
Voe Gol, voe enlatado e sinta-se uma sardinha. Foi assim meu retorno a Santarém. É que as passagens promocionais aliadas 'as festas de fim de ano fizeram com que aqueles 737-800 ficassem com jeito de ônibus interurbano em via estadual. De Curitiba a Brasília viajei ao lado de dois engravatados que iam 'a capital brasileira a negócios. E como eu também sei ser política, fizemos um acordo de boa convivência durante aquelas horas intermináveis. Quando eu colocava os braços no descanso da poltrona os dois, gentilmente, retiravam os seus. Depois era a minha vez de ficar encolhida sobre a poltrona para que os cavalheiros tivessem o seu tempo reservado. Nenhum papel precisou ser assinado. Foi algo intuído no plano do conteúdo. Mas dois pestinhas posicionados nas poltronas da frente não tinham o mesmo espírito conciliatório. A Marta (até hoje eu lembro o nome - traumas são bons para a memória) devia ter uns 6 ou 7 anos de energia pura e acionada. O irmão mais velho uns dois anos era menos irrequieto. Mas ambos decidiram fazer dos assentos cama elástica e pulavam, pulavam até que o pai decidisse intervir. Primeiro era: - Filho, senta. E ele sentava. Depois: _ Filha... - e nada. Outra vez: _ Filhinha, comporte-se. Nem sinal de ter sido compreendido. Mais uma: Marta... Marta... MARTA, SENTA. E nada... a menina era um furacão em atividade. Uma hora ela virou pra mim e deu um sorriso maroto. Eu olhei pra ela com ar de reprovação. Ela me mostrou uma grande e vermelha língua. Eu tive que sorrir. Para ajudar a Marta tinha um bebezinho oriental que só calava quando o pai levantava e caminhava com ele pelo corredor, de uma ponta a outra... Foram as duas horas mais longas da minha vida. Daí veio o descanso e o turismo rápido em Brasília. Falo sobre isso depois. Então veio a parte dois da viagem. De Brasília a Belém são pouco mais de duas horas sem escalas e dessa vez eu fui no corredor. O personagem mais pitoresco foi uma senhora grande, bem grande, com uma quantidade imensa de sacolas maiores do que ela... Foi engraçado ver como se acomodava na poltrona e dava aqui e ali um risinho nervoso. A viagem foi tranquila, apesar do aperto. E daí eu fui promovida ao nível 3 de provação em vôos lotados. Depois de enfrentar quase 10 horas de espera no aeroporto de Belém, o encontro com meus novos algozes. Uma bebê linda e indisciplinada de 1 ano e 8 meses e a irmãzinha de 2 e meio com o dobro de disposição para a tortura. Não deixou de ser engraçado ver como a molequinha colocou no bolso 3 aeromoças e 1 comissário de bordo pra permitir que lhe atracassem um cinto. A menina conseguiu se colocar embaixo das poltronas! Atrasou o vôo em mais 15 minutos por conta disso. Eu já havia entregado os pontos. Mais uma hora ou duas estaria em casa, finalmente.
DEIXA EU ME PREPARAR PRO PRÓXIMO VOO... POSTO MAIS ALGUMA COISA DE BRASÍLIA... Se chegar viva por lá...
Estou quase no livro dos recordes. Duas despedidas em menos de um ano. Festa é sempre bem vinda. Dessa vez foi uma festa tropical. Peixaria exótica onde servem até filé com fritas. A coordenadora Angela Cavalcante encontrou o lugar pitoresco na faixa de Gaza de Santarém e encomendou com antecedência uma salva de tiros. Mas vamos começar do começo ou quem não foi vai ficar boiando ou nadando, como queiram.
Obs: As fotos eu vou ficar devendo porque meus colaboradores ainda não colaboraram em tempo hábil. Eheheheh....
Eu gosto de chuva. Já choveu hoje e eu devo sair antes da chuva da tarde, uma pena. Chuva só não combina muito com Vivos. Aliás, eu não combino muito com Vivos. Mas foi uma diversão pagar todos aqueles micos com o Jones e a Márcia. O último foi em frente ao Conselho Tutelar. Minutos antes do vivo, tudo preparado, até a repórter e o texto. Daí o céu começa a ficar escuro, escuro, a brisa se transforma em ventania e o penteado vai pro espaço. Tempestade a caminho, tragédia anunciada. Tudo pronto aí, pessoal do vivo? Pergunta uma voz familiar pelo ponto. Tudo. Inclusive a visitante inoportuna, prontinha pra fazer parte do show. Sombrinhas, sombrinhas, um pente, uma dose de humor e outra de óleo de peroba pra deixar a lata ipermeável.
_ Atenção! Vai entrar agora. Grita o Cid.
_ Eu posso fazer um comentário no ar e explicar que essa sombrinha florida não me pertence? Pergunta com ar complacente o entrevistado.
_ Atençao....
_ Sorria, sorria- é a voz da minha consciência tentando me deixar calma. E lá vamos nós outra vez....
Obs: Por falar na Márcia estou devendo aqui um post especial sobre a mãe dela e aqueles lanches ma-ra-vi-lho-sos que ela faz. Sorte do Jones. Sorte da Márcia. Preciso de fotos.
De uma uma blogueira destreinada....
DESCULPEM-ME, FIZ UMA BESTEIRA SEM TAMANHO TENTANDO DEIXAR O BLOG MAIS LEGAL... TOU TENTANDO RESOLVER O PROBLEMA E NÃO SEI SE VOU CONSEGUIR... OS COMENTÁRIOS SUMIRAM, MEU MARCADOR DE PRESENÇA EU NÃO SEI ONDE FOI PARAR... MAS EU TENHO TODO O DIA DE HOJE PRA RESOLVER ESTA CONFUSÃO.... DESCULPEM-ME MESMO!!!!! vou tentar não apagar os novos recados e recuperar os antigos e todos os meus links queridos e todo o resto que eu perdi...
Quem não gostou muito do fim do horário de verão foi a Ângela Cavalcante. Tadinha. Em vez de hora a mais, uma a menos. É que já está sendo veiculado o Tapajós Notícia. O programa jornalístico de alguns minutinhos vai ao ar 'as 7 da manhã. E a escolhida para os vivos da madrugada foi... pois é. Tem que estar arrumada 'as 6 da madruga, benzinho. E entrar sorrindo na casa das pessoas...
Fim do horário de verão. Uma hora a mais de sono. Eu sei. Aqui não funciona horário de verão. Ainda assim eu me sinto mais descansada. Deve ser psicológico...
Taí o Jones, dando uma entrevista rápida para o blog da Goiaba.
Eu: Por que uma mudança tão dramática no visual?
Jones: Porque estou impossibilitado de usar salto alto. Recomendações médicas.
Nota: A sala foi gentilmente cedida pela gerente de jornalismo Suelen Reis, que não estava por lá no momento.
É uma imagem surpreendente captada pela lente da fotógrafa ultra mega super robert Ângela Cavalcante. Não só pela habilidade da artista, como pelo espantoso da situação. O Jones sem botas é mais inimaginável do que o Shrek sem o gato de botas. O tênis branco combinando com a camisa é ainda mais extraordinário. Tadinho, literalmente acordou com o pé esquerdo e do lado errado da cama. Uma pisada em falso, um grito, uma mudança dramática no visual. Tomara que não comece a afetar a personalidade do cowboy. O Jones mauricinho ninguém aguenta.
É Preciso Não Esquecer Nada
É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.
É preciso não esquecer de ver a nova borboleta nem o céu de sempre.
O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.
O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.
O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos severos conosco,
pois o resto não nos pertence.
Cecília Meireles.
Quarta-feira 13.
Meu irmão fez o almoço e não tive efeitos colaterais até agora.
Minha amiga fez aniversário e eu esqueci. Estamos quites. Ela me deu remédio para infecção urinária quando eu pedi um analgésico por estar com torcicolo uma vez.
Outra amiga trincou a coluna quando abaixou para limpar uma cadeira. Penso que ela teve sorte. Ouvi sobre um rapaz que ficou paraplégico porque espirrou de mal jeito.
Desisti de ir ao cabelereiro pela quarta vez.
Ajudei minha irmã nas tarefas escolares. Tive que recorrer a habilidades teatrais para explicar o sentido da palavra "evocar" em " autoridades militares evocam a esses grandes vazios demográficos para justificar as operações de povoamento na Amazônia." Alguém aí lembra do tempo em que os militares usavam o lema " integrar para não entregar" ?
Meu pastor perguntou se alguém tinha pedidos ocultos de oração. Pedidos ocultos. Mãos levantadas por unanimidade.
Decidi começar a pagar votos antigos.
Noite de céu sem nuvens, sem lua, sem estrelas.