De uma uma blogueira destreinada....
DESCULPEM-ME, FIZ UMA BESTEIRA SEM TAMANHO TENTANDO DEIXAR O BLOG MAIS LEGAL... TOU TENTANDO RESOLVER O PROBLEMA E NÃO SEI SE VOU CONSEGUIR... OS COMENTÁRIOS SUMIRAM, MEU MARCADOR DE PRESENÇA EU NÃO SEI ONDE FOI PARAR... MAS EU TENHO TODO O DIA DE HOJE PRA RESOLVER ESTA CONFUSÃO.... DESCULPEM-ME MESMO!!!!! vou tentar não apagar os novos recados e recuperar os antigos e todos os meus links queridos e todo o resto que eu perdi...
Quem não gostou muito do fim do horário de verão foi a Ângela Cavalcante. Tadinha. Em vez de hora a mais, uma a menos. É que já está sendo veiculado o Tapajós Notícia. O programa jornalístico de alguns minutinhos vai ao ar 'as 7 da manhã. E a escolhida para os vivos da madrugada foi... pois é. Tem que estar arrumada 'as 6 da madruga, benzinho. E entrar sorrindo na casa das pessoas...
Fim do horário de verão. Uma hora a mais de sono. Eu sei. Aqui não funciona horário de verão. Ainda assim eu me sinto mais descansada. Deve ser psicológico...
Taí o Jones, dando uma entrevista rápida para o blog da Goiaba.
Eu: Por que uma mudança tão dramática no visual?
Jones: Porque estou impossibilitado de usar salto alto. Recomendações médicas.
Nota: A sala foi gentilmente cedida pela gerente de jornalismo Suelen Reis, que não estava por lá no momento.
É uma imagem surpreendente captada pela lente da fotógrafa ultra mega super robert Ângela Cavalcante. Não só pela habilidade da artista, como pelo espantoso da situação. O Jones sem botas é mais inimaginável do que o Shrek sem o gato de botas. O tênis branco combinando com a camisa é ainda mais extraordinário. Tadinho, literalmente acordou com o pé esquerdo e do lado errado da cama. Uma pisada em falso, um grito, uma mudança dramática no visual. Tomara que não comece a afetar a personalidade do cowboy. O Jones mauricinho ninguém aguenta.
É Preciso Não Esquecer Nada
É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.
É preciso não esquecer de ver a nova borboleta nem o céu de sempre.
O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.
O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.
O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos severos conosco,
pois o resto não nos pertence.
Cecília Meireles.
Quarta-feira 13.
Meu irmão fez o almoço e não tive efeitos colaterais até agora.
Minha amiga fez aniversário e eu esqueci. Estamos quites. Ela me deu remédio para infecção urinária quando eu pedi um analgésico por estar com torcicolo uma vez.
Outra amiga trincou a coluna quando abaixou para limpar uma cadeira. Penso que ela teve sorte. Ouvi sobre um rapaz que ficou paraplégico porque espirrou de mal jeito.
Desisti de ir ao cabelereiro pela quarta vez.
Ajudei minha irmã nas tarefas escolares. Tive que recorrer a habilidades teatrais para explicar o sentido da palavra "evocar" em " autoridades militares evocam a esses grandes vazios demográficos para justificar as operações de povoamento na Amazônia." Alguém aí lembra do tempo em que os militares usavam o lema " integrar para não entregar" ?
Meu pastor perguntou se alguém tinha pedidos ocultos de oração. Pedidos ocultos. Mãos levantadas por unanimidade.
Decidi começar a pagar votos antigos.
Noite de céu sem nuvens, sem lua, sem estrelas.
A barriga está reclamando e eu lembrei que tenho necessidade de almoço... Adoraria que fosse

Mas pelo visto terei que me contentar com....
Minha mãe voltou a trabalhar e a estudar. Não tem mais tempo de me fazer surpresas boas...
Essa aí da esquerda é a Márcia Andrade, uma das mais novas repórteres da Tv Tapajós. Ela que me aturou nesses quase três meses de retorno 'as atividades jornalísticas. Tem potencial e simpatia. Tem disposição também, o que é indispensável pra essas matérias de mato que são tão legais.

Foto: Zé Rodrigues.
O jardim do Armando será uma das novas paisagens exibidas no estúdio da Tv Tapajós. As fotos ficaram lindas, mas não dá pra encher este espaço só de fotos de vitória-régia... Pensando bem, dá... vou escolher mais algumas...
Lá estava eu naquele impasse de ir ou adiar mais uma vez o reencontro. Longe de ser um sacrifício, essas reuniões sempre me trouxeram prazer e boas lembranças. Talvez fosse este o maior motivo do medo. Queria evitar que aquilo se transformasse em um trágico arremedo de passado. Eu estava com medo das reações, das expressões faciais que dizem mais do que palavras digitadas.... eu temia olhares de reprovação ou de pêsames. Eu tinha coisas agradáveis pra contar, mas naquele momento só me passavam pela memória, como em um desfile, as muitas possibilidades perdidas. Não era a reação dos outros, era a minha própria que me assustava mais. Era o medo do imprevisível. Um dia mais não mudaria o estado das coisas nem meu estado de humor. Hora de enfrentar meus gigantes. Decidi marcar a reunião naquele sábado. Mas notícias ruins correm mais depressa do que boas intenções e tem o poder de nos desarmar de tudo, até dos medos. O encontro marcado virou compromisso inadiável. Ítalo, com pressa de nascer, deu um susto em todos. A mãe sempre foi alterada, mas dessa vez exagerou. Pressão alta, início de eclâmpsia. Eu nem sabia o que era eclâmpsia. Desespero dos parentes. Até um Você Decide dramático aconteceu. Mas não precisou escolher. Mãe e filho se saíram muito bem. E de repente lá estava eu com aquele pedacinho de nada no colo. Notícias ruins aproximam. E lá estávamos nós, outra vez reunidas, celebrando a passagem de uma notícia ruim para a comemoração de um milagre. Celebrando a vida, acima de tudo.
Responda depressa:
O que é pior do que cometer um erro e não poder consertá-lo?
Cometer esse erro ao vivo.
Todos temos dias ruins.
O Armando é um desses personagens que a gente imagina já ter visto em algum filme. Ele é uma lenda, não precisa de mais nada pra isso. Tudo o que precisa é ser, existir, e pronto. Mas o Armando tem muito mais. Todos os dias ele atravessa o rio pra chegar em casa. 'As vezes são as águas límpidas do Tapajós, 'as vezes, o barrento Amazonas. A travessia por si já me seria melhor do que um dia de descanso. Mas tem a casa, tem a várzea inundada, tem a diversidade que a gente só vê aqui. Entre muitos hábitos exóticos, o gosto pela vida quase selvagem, o prazer do contato com a natureza e um jardim de vitórias-régias no quintal. Isso mesmo. Gigantes da flora Amazônica cada vez mais raras no cenário ribeirinho são vistas aos montes pertinho de casa. Um espetáculo que a gente fez questão de ver de perto e de mostrar. Na casa do Armando também tem uma criação de morcegos coloridos, mas isso é assunto pra outra história.
Tá bom, tá bom, vamo parar de moleza nesse pedacinho rosa... Mãos ao teclado... Ehehehehe.... Que tal começar com uma notícia mais nostálgica? A pergunta é retórica, eu mesma respondo. Enquanto isso, vão se deliciando com essa imagem linda e Alter.
Minhas amigas e eu temos um compromisso não declarado mas subentendido de continuarmos amigas, embora o tempo passe, o mundo passe, as cidades mudem e os objetivos sejam redefinidos. A amizade nasceu em 1998. Seis garotas complicadas e uma missão: chegar ao final do curso de Letras da UFPA. Chegamos. E continuamos amigas mesmo depois de tantas gafes cometidas e tantos compromissos desfeitos.
O esquema de Vivo funciona mais ou menos assim:
9 horas da manhã a repórter é informada de que vai ter uma entrada ao Vivo.
9 e 30 da manhã: repórter e equipe de técnica são informados do assunto e do local.
10: 00 da manhã... jornal no ar... equipes de reportagem e de técnica chegam ao local do vivo.
10: 10... hora de retocar a maquiagem. Óleo de peroba na lata que vai aparecer logo logo nas telinhas da globo.
10: 15 ... a repórter é apresentada ao entrevistado, bola um texto mirabolante de última inspiração e se prepara psicologicamente.
10: 20 da manhã. O entrevistado demonstra impaciência pela espera. A repórter ainda não está preparada. A entrada muda dramaticamente do 3º para o 2º bloco e a entrada deve ocorrer dentro de cinco minutos. Não dá tempo de arriscar um pulo suicida do viaduto. O ponto de retorno começa a falhar. A memória começa a sair pela porta dos fundos do cérebro em franca atividade de erupção. A repórter lembra que não tem o nome completo do entrevistado(milagre!). Pensa em perguntar. Vira para o lado e hesita. No ponto, uma voz do Além Complexo avisa: Você já está no ar. Uma virada de volta pra câmera e um sorriso amarelo antes de começar a responder a uma pergunta que ela nem sequer tem certeza de que foi feita pela apresentadora. Continua sorridente até que a câmera começa a passear pelo espaço mostrando a movimentação. A repórter continua a narrar enquanto procura os papéis onde escreveu o texto do vivo e que escorregaram das mãos nervosas nos primeiros segundos de transmisão. Torce para que o cinegrafista seja seu amigo e continue passeando com a câmera até se recompor e estar perto do entrevistado. Fim de Vivo. A turma do complexo comemora. Viva, por um triz.
Dia animado. Cheguei antes da hora na tv, saí bem depois... não é necessariamente um fardo. Perdi um guarda-chuva, encontrei outro já perdido há um tempo e me preparei paras as pautas do dia. Carnaval. Hora de inaugurar as camisas globeleza. Beleza, não fosse o fato de ser carnaval. E esta é a minha época mais odiada do ano. Já foi amada, quando tinha acampamento no Moju e tudo o que eu via de carnaval eram as contagens de voto das escolas, na quarta-feira de cinzas. Sim, porque o feriadão era aproveitado numa paisagem muito verde e orvalhada, longe do brilho, das cores, da maisena, dos banhos de cerveja, do barulho, das letras de composições estranhíssimas que são mais um atentado violento aos ouvidos do que marchinhas de carnaval. Meu primeiro contato com este universo ET foi ano retrasado, quando pela primeira vez fui escalada para o carnaval de Alter do Chão. A praia paradisíaca era ofuscada pela baderna reinante. Tudo bem, enquanto eu não era confundida com a paisagem dantesca dos blocos de rua. Uma avalanche de maisena, unida a espuma e cerveja fizeram do meu cabelo uma obra de arquitetura que demorou uma semana para se dissolver. A câmera ficou um mês na técnica e eu passei um ano traumatizada. O que era antipatia virou ojeriza, fobia grave e incurável. De carnaval quero distância e aos que curtem, os meus sinceros pêsames.
Morreu esta madrugada, aos 70 anos de idade, João Batista Sérgio Murad, o Beto Carrero. Dono de um dos maiores parques temáticos do planeta, o vaqueiro destemido foi vítima de ataque cardíaco... Do parque dele eu só fui apresentada à Mila, uma elefante muito simpática que veio tomar um banho nas águas mornas do Tapajós. O bichinho me deixou até dar uma voltinha nas costas dele pela praia.